sábado, 29 de março de 2014

Genealogia dos meninos de Casimiro e alguns comentários.

A pedido do irmão Abel  Pereira de Oliveira, escrevi novamente a genealogia dos filhos de Casimiro José de Oliveira, e alguns comentários, atualizados com as novas pesquisas realizadas na Bahia em janeiro de 2014.
Todos os filhos de Casimiro José de Oliveira e Vitória Maria da Encarnação (Abel, Adriano, Alcides e Everaldo) são netos maternos de Felipa Maria da Encarnação e Antonio Inácio Pereira (filho único por parte de mãe), são netos paternos de Jovenalina Ferreira Campos e Brígido José de Oliveira; são bisnetos maternos de Leonardo José da Luz e Josepha Maria da Encarnação, e de Vitório Inácio Pereira e sua primeira esposa (uma filha de Maria Joaquina de nome ainda não identificado), são bisnetos paternos de Vitório Inácio Pereira e sua segunda esposa Escolástica Ferreira Campos (irmã do finado Massá, aquele que castrou um filho), Silvéria Maria da Encarnação e José Manoel de Oliveira; são trisnetos maternos de Maria Joaquina e alguém da família Coelho, trisnetos paternos de Manoel José de Oliveira e sua esposa de nome desconhecido, e trisnetos paternos de Leonardo José da Luz e Josepha Maria da Encarnação.
Todos os filhos de Casimiro José de Oliveira e Francisca Maria de Oliveira (Valdete, Tereza, Hélio e Maria Tereza) são netos maternos de Benedita Soares de Oliveira e Marciano José de Oliveira, são netos paternos de Jovenalina Ferreira Campos e Brígido José de Oliveira; são bisnetos maternos de Joaquim Soares e sua esposa, são bisnetos maternos e paternos de Silvéria Maria da Encarnação e  José Manoel de Oliveira, são bisnetos só paternos de Vitório Inácio Pereira e sua segunda esposa  Escolástica Ferreira Campos  (irmã do finado Massá, aquele que castrou um filho); são trisnetos maternos e paternos de Leonardo José da Luz e Josepha Maria da Encarnação, e de Manoel José de Oliveira e sua esposa de nome desconhecido.
Maria Joaquina é aquela menina que foi raptada em sua casa juntamente com a imagem de Santo Antonio, por um desconhecido, enquanto seu pai e sua mãe estavam na roça. Ela foi resgatada por alguém da família Coelho, em cuja casa permaneceu, e manteve um relacionamento continuado com um dos filhos da casa, de onde nasceram algumas crianças, uma das quais foi a primeira esposa de nosso bisavô Vitório Inácio Pereira e mãe de nosso avô Antonio Inácio Pereira; outra, de nome Gina, foi a mãe de tia Francisca, esposa do finado tio Dedé, a qual é mãe de tia Maria, segunda esposa de tio Martinho José de Oliveira. Sendo assim, todos os filhos de tio Martinho e tia Maria são também trisnetos de Maria Joaquina e de alguém da família Coelho, assim como Abel, Adriano, Alcides e Everaldo, e todos os outros netos de Antonio Inácio Pereira.
O finado Massá, irmão de nossa bisavó Escolástica, é uma pessoa sobre a qual muitas histórias são contadas pelos nossos parentes mais idosos. Uma delas é que ele ao chegar em casa encontrou um filho acariciando a irmã, ele não gostou, e castrou o menino para ele aprender a nunca mais ficar com intimidade com as irmãs. Conta-se que ele era caçador de mocó e andava sempre com um cravinote nas costas. Preparava o mocó numa panela só junto com outros alimentos, e ai de quem não comesse. Há outras histórias chocantes sobre ele. Não tenho certeza, mas creio que o nome dele era Manoel Ferreira Campos, irmão de Escolástica Ferreira Campos. Alguns dizem que eles eram índios, outros dizem que não eram.  Fui informado de que há um toca numa serra entre Boa Nova e Manoel Vitorino, Bahia, que é chamada de "Toca do Finado Massá".
Abraços a todos!
Adriano José da Luz Inácio Pereira Ferreira Campos José de Oliveira.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Histórico do agendamento de uma consulta médica.


No dia 08 de abril de 2013, estive no AME em Itapetininga, SP, para uma consulta com um médico especialista. Ele disse que eu estava bem, mas que precisava de um acompanhamento de 6 em 6 meses. Deu-me uma folha com as indicações dos exames necessários para o retorno para eu entregar no Posto de Saúde de minha cidade, Tapiraí, SP.


Chegando a Tapiraí fui direto ao Posto de Saúde. Recebi a orientação de que era para eu ficar com a folha e que a entregasse quando estivesse aproximando os 6 meses, ou seja, 08 de outubro de 2013.


No mês de agosto de 2013, retornei ao Posto de Saúde, pedi para agendar os exames e a consulta de retorno ao AME. Fui informado de que primeiro eu precisava fazer os exames para depois agendar o dia da consulta para não correr o risco de a consulta ser marcada para um dia antes de sair o resultado dos exames.


Os exames foram agendados para o dia 02 de setembro de 2013. Com o resultado dos exames em mãos, voltei ao setor de agendamento e pedi para agendar a minha consulta de retorno ao médico em Itapetininga, conforme ele havia pedido por escrito. Recebi a informação de que agora que eu tinha o resultado dos exames, eu precisava agendar uma consulta com o médico do Posto de Saúde para ele pedir que a minha consulta fosse agendada com o especialista de Itapetininga.


Agendei uma consulta com o médico do Posto de Saúde de Tapiraí para o dia 24 de setembro de 2013. Compareci à consulta marcada, ele me forneceu um papel autorizando que fosse agendada uma consulta para mim com o especialista em Itapetininga. Entreguei o papel no setor encarregado de agendar consultas com especialistas e voltei para minha casa.


Depois de alguns dias, voltei ao Posto de Saúde e perguntei se a minha consulta de retorno ao especialista havia sido marcada. Recebi a informação de que ainda não havia sido marcada, e que quando fosse marcada, eu seria avisado por telefone.


Como até o dia 06 de janeiro de 2014, eu não tinha recebido nenhum telefonema, levei o assunto ao conhecimento do Senhor Prefeito Municipal de Tapiraí, através de e-mail.


No dia 07 de janeiro de 2014, recebi um telefonema de uma funcionária do Posto de Saúde avisando-me de que havia uma consulta agendada para mim, e que eu fosse lá para buscar a guia.


Fui lá e busquei a guia, na qual verifiquei que no dia 11 de dezembro de 2013, um funcionário entrou no sistema e agendou a minha consulta para o dia 20 de janeiro de 2014. Como eu não estarei em Tapiraí naquele dia, telefonei hoje, 08 de janeiro de 2014, para o número 0xx15-3272-6509, que consta na guia, em Itapetininga, e falei com uma funcionária, a qual me disse que não era possível alterar a data. A única coisa que ela podia fazer era cancelar a consulta. E assim foi feito. Se eu quiser retornar ao especialista do SUS em Itapetininga depois das minhas férias, terei que começar tudo de novo no Posto de Saúde em Tapiraí, SP.


Obrigado, Senhor Prefeito!


Louvado seja Deus que me tem conservado vivo até aqui!
 
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

A presença de Deus no sorriso de uma criança.

Hoje, sexta-feira, 03 de janeiro de 2014, às 8:00 horas da manhã, aconteceu um fato interessante enquanto eu, sozinho, lia o capítulo quatro do Evangelho de Marcos no Coreto da Praça da Rodoviária em Tapiraí, SP.
 
Uma menininha de cerca de sete anos de idade deixou sua mãe na Rodoviária, caminhou pela praça, subiu no Coreto, deu um sorriso para mim, depois chegou bem juntinho de mim, encostou o dedinho na sacola onde eu carrego a Bíblia e o megafone, que estava pendurada no meu ombro, e em seguida voltou para junto de sua mãe.
 
Recebi a visita daquela criaturinha como se fosse a visita de um anjo de Deus me confortando e trazendo um recado para mim, dizendo: "Meu servo, você não está só, Eu estou aqui, continue firme!".
 
Gostaria muito que os discípulos de Cristo em Tapiraí e Piedade, onde leio a Bíblia todos os dias,  tivessem a mesma disposição e coragem que teve aquela criancinha.
 
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Contribuição para o resgate de uma bela história.



Sei que há pessoas que devem saber muito mais do que eu sobre a história da Educação Teológica em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Quando cheguei lá em 1973, havia dois grandes líderes entre os batistas, Jonathan de Oliveira e Williams Balaniuc, pessoas que amo e respeito.

Mas quero escrever resumidamente, sem anotações, o que guardo em minha mente sobre o assunto.

A primeira notícia que li sobre a Educação Teológica no Mato Grosso se encontra num Livro de Atas da Primeira Igreja Batista de Ponta Porã, MS, onde está escrito que na década de 1940 funcionou nas dependências daquela Igreja um curso teológico ligado ao Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil e coordenado pelo Missionário John Riffey.

O curso era oferecido de maneira intensiva, em regime de internato, o qual era dirigido pelo pastor Valdir Vilarinho e sua esposa Candinha.

Entre os alunos daquele curso estava o índio Adriano Ferreira que foi pastor por muito tempo na região de Corumbá.

Infelizmente, um dos Livros de Atas daquela Igreja daquela década estava desaparecido quando lá estive como pastor entre 1973 e 1987. Não sei se já foi encontrado.

A segunda notícia que tenho sobre a Educação Teológica no Mato Grosso é sobre o Instituto Teológico Batista do Oeste que funcionou em Campo Grande nas décadas de 1950 e 1960 onde se destacou como diretor o baiano Gutenberg Rodrigues Silva.

Em seguida, começou a funcionar um Instituto de Férias nas dependências do Colégio Osvaldo Cruz em Dourados, o qual foi o ponto de partida para a criação do Instituto Teológico Batista Ana Wollerman no ano de 1974.

Quero aqui lembrar que o homem forte que esteve ao lado da Missionária Ana Wollerman naquele momento inicial da história e que foi o responsável pela administração da instituição e construção de quase todos os edifícios tanto do Instituto como do Seminário Ana Wollerman foi o pastor Williams Balaniuc, que foi auxiliado e depois sucedido pelo professor Ivan Araújo Brandão, que deu continuidade ao período de expansão patrimonial. Somente a Capela e a Biblioteca não foram construídas por eles, as quais foram construídas na gestão do escritor destas linhas.

Em 11 de outubro de 1977 foi criado o estado do Mato Grosso do Sul, tendo Campo Grande como capital, mas a Convenção Batista do Mato Grosso, que já tinha sua sede em Campo Grande, continuou uma só para os dois estados até 1979 quando em uma assembleia em Cáceres foi criada a Convenção Batista Centro América, com sede em Cuiabá, para congregar as igrejas batistas do Mato Grosso, ficando o novo estado com velha Convenção.

Foi naquela assembleia em Cáceres que foi criada a Faculdade Teológica Batista do Oeste do Brasil, com sede em Campo Grande, cujo nome foi escolhido através de pesquisa para resgatar a história do antigo Instituto Teológico Batista do Oeste.

O relator do Grupo de Trabalho que criou a FTBOB foi o autor destas linhas que tinha em mente uma instituição semelhante à Faculdade Teológica Batista de São Paulo, de onde procedia, com uma estrutura leve, de baixo custo, com curso noturno, diferentemente do pensamento de muitos que procediam do Seminário Teológico Batista Sul Brasil que tinha uma estrutura pesada com sistema de internato.

O diretor do Grupo de Trabalho foi eleito naquela assembleia em Cáceres para ser o primeiro diretor da FTBOB, o qual fez todos os preparativos para o início das aulas.

Entre os projetos apresentados pelo diretor ao Conselho Administrativo estava o Projeto Sunamita que consistia em sugerir aos crentes batistas residentes em Campo Grande que construíssem em suas casas um quartinho para o homem de Deus, o seminarista, no qual deveria ter uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro (uma lâmpada), plano esse que não teve a devida consideração do Conselho Administrativo.

Finalmente, a disputa entre o sul e o centro, entre Dourados e Campo Grande, levou o diretor a renunciar, mas não fez com que ele perdesse o amor pela educação teológica no Mato Grosso do Sul.

E ela disse a seu marido: Eis que tenho observado que este que sempre passa por nós é um santo homem de Deus.
Façamos-lhe, pois, um pequeno quarto junto ao muro, e ali lhe ponhamos uma cama, uma mesa, uma cadeira e um candeeiro; e há de ser que, vindo ele a nós, para ali se recolherá.
2 Reis 4:9-10

Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.


domingo, 22 de dezembro de 2013

sábado, 21 de dezembro de 2013

Educação Teológica no Mato Grosso do Sul.

Nossa viagem a Dourados para participar do Culto em Memória da Missionária Ana Wollerman dia 13 de dezembro de 2013 foi muito proveitosa.
Tivemos oportunidade de rever grandes amigos e companheiros na obra de educação teológica no Mato Grosso do Sul.
Entre eles, o professor Ivan Araújo Brandão, atual presidente da Convenção Batista Sul-Mato-Grossense, que, sem sombra de dúvida, exerceu um papel muito importante na educação teológica em terras sul-mato-grossenses.
Na década de 1970, recém chegado do Rio de Janeiro, onde tinha concluído os cursos de Pedagogia e Teologia, tendo inclusive trabalhado com o famoso educador batista José Luciano Lopes, de quem é grande admirador, o  professor Ivan se envolveu de corpo e alma na obra educacional batista. Foi professor e reitor no Seminário Ana Wollerman, em Dourados. Nesse mesmo tempo, assumiu a presidência da antiga Junta de Educação Teológica do Mato Grosso, antes da criação do estado do Mato Grosso do Sul, e tomou a iniciativa de nomear o grupo de trabalho que criou a Faculdade Teológica Batista do Oeste do Brasil, com séde em Campo Grande, cujo relator foi o escritor destas linhas.
Dito isto, creio que a providência divina colocou o professor Ivan Araújo Brandão na presidência da Convenção Batista Sul-Mato-Grossense no presente momento para ajudar a encontrar novos caminhos para a educação teológica no Mato Grosso do Sul.
O que vi e senti em Dourados me deixou com muita esperança. O que parece um fracasso pode vir a ser a semente de um grande sucesso. A Faculdade Teológica Batista Ana Wollerman está pedindo o descredenciamento do MEC. Quer voltar à simplicidade e espiritualidade do passado. Quer de fato honrar à memória da Missionária Ana Wollerman que com muita relutância aceitou que o nome dela fosse colocado na instituição porque ela não tinha filhos, nem sobrinhos, nem parente algum para continuar carregando o nome Wollerman.
Os ex-alunos e alunos com quem tive contato estão com essa mesma esperança. Então, o momento é agora. É hora de unir as forças para que o Mato Grosso do Sul volte aos trilhos na obra de educação teológica.
Adriano Pereira de Oliveira, Tapiraí, SP.